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Tem asma? Aprenda a respirar fundo!

Uma respiração superficial também acarreta sonolência, apatia, falta de concentração, fadiga intelectual e irritabilidade, devido à insuficiente oxigenação cerebral, bem como lentidão do metabolismo celular.
Tem asma? Aprenda a respirar fundo!

Um dos sintomas mais frequentes da asma é a falta de ar. É fundamental ter a asma controlada para respirar bem. Por outro lado, uma respiração adequada pode ajudar os doentes asmáticos a sentirem-se melhor. Como? Vejamos.


Respirar é algo que, normalmente, fazemos sem nos apercebermos. Nem damos por isso. Ao respirarmos, estamos a enviar oxigénio para os nossos pulmões e a livrarmo-nos do dióxido de carbono. Neste processo, o diafragma é um músculo central. Quando inspiramos, o diafragma contrai-se, o abdómen projecta-se e ocorre a expansão dos pulmões. Ao expirarmos, o diafragma relaxa, o abdómen contrai-se e os pulmões voltam à posição inicial.


Muitos doentes asmáticos, no entanto, não respiram como deveriam, utilizando a boca e a parte superior do tórax. Quando inspiram, em vez de aumentar o volume da barriga, esta encolhe-se, o que se repercute sobre o diafragma. É uma respiração deficiente e superficial.


Pensemos nas consequências que este tipo de respiração pode trazer para um asmático. Desde logo, diminui o aporte de oxigénio aos pulmões, o que produz maior susceptibilidade a infecções das vias respiratórias. Uma respiração superficial também acarreta sonolência, apatia, falta de concentração, fadiga intelectual e irritabilidade, devido à insuficiente oxigenação cerebral, bem como lentidão do metabolismo celular.


À medida que o tempo passa, esta respiração errada acaba ainda por provocar um desequilíbrio na musculatura do tórax e o aparecimento de deformidades. Além disso, acarreta alterações na coluna vertebral, designadamente desvios (a escoliose), corcundas, ombros caídos e aumento da curvatura da região lombar.


Numa criança, poderá mesmo causar distúrbios no crescimento, na aprendizagem e na fala.
Trata-se de um ciclo vicioso em que a respiração provoca problemas na coluna e posturas incorrectas e estas posturas pioram a respiração. Para quebrar esse ciclo vicioso, uma das técnicas utilizadas chama-se reeducação postural global, que visa reeducar a respiração e o corpo, ao mesmo tempo que promove uma postura adequada. O trabalho é feito através de posturas estáticas de alongamento e relaxamento de todos os músculos do corpo de forma suave e progressiva.


Também devem ser promovidas técnicas de desobstrução brônquica e das vias aéreas superiores, a reeducação diafragmática e funcional respiratória e a correcção das deformidades do tórax e da postura global.


Mas nada melhor do que conhecer a sua respiração e aprender a respirar calma e profundamente.
Como?

  • Não inspire pela boca, mas sim pelo nariz, que está preparado para controlar a temperatura e a humidade do ar que entra e filtrar as partículas estranhas, que de outra maneira iriam directamente para os pulmões.
  • Respire com a barriga. O mesmo é dizer que, ao inspirar, a barriga tem de encher, de aumentar de volume. Se assim for, é sinal de que está a respirar bem.
  • Mantenha a postura erecta, com os ombros para trás e o tórax para a frente, para permitir uma respiração profunda.
  • Exercite a respiração profunda várias vezes ao dia, inclusivamente quando se move, procurando uma sincronia.

Os benefícios são grandes: o ar chega mais facilmente aos pulmões e, a partir destes, ao sangue; aumenta a resistência às infecções das vias respiratórias; as mucosidades retidas nas vias respiratórias são mobilizadas e saem através da tosse ou da expectoração; melhora o rendimento intelectual e a qualidade de vida.


A respiração profunda tem ainda o condão de controlar o stresse, o que é muito importante nos doentes asmáticos, cujos níveis de ansiedade são normalmente mais elevados.

Fontes

http://www.asmaticos.org.br/index.php?s_op=publicacoes
http://www.saudelar.com/edicoes/2006/novembro/principal.asp?send=05_saude.htm